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Pecados Satânicos
Pecados Satânicos

 Pecados Satânicos

 

O satanismo se baseia na liberdade. Mas como toda moeda tem dois lados, existem atitudes que devem ser evitadas. Para LaVey, o ser humano, ainda que busque a própria perfeição, pode eventualmente cair em padrões degenerados de comportamento. Por isto, escreveu em 1987 os seus Nove Pecados Satânicos, a saber:

1. Estupidez – Está no topo da lista dos pecados satânicos. O pecado capital do Satanismo. É uma pena que a estupidez não seja dolorosa. Ignorância é uma coisa, mas a estupidez prospera cada vez mais na nossa sociedade. Ela depende da fé das pessoas em tudo o que lhes dizem. A mídia promove uma estupidez cultivada como uma postura que não só é aceita, mas também louvada. Os satanistas devem aprender a ver através dos truques e não podem se dar ao luxo de ser estúpidos.

2. Pretensão – O exibicionismo vazio pode ser muito irritante e não põe em pratica as regras fundamentais da Magia Inferior. Situa-se no mesmo patamar da estupidez que mantém o dinheiro em circulação hoje em dia. Todos são levados a crer que são grande coisa, sendo ou não capazes de atender a essa expectativa.

3. Solipsismo – Pode ser muito perigoso para os satanistas. É projetar suas reações, respostas e sensibilidades em alguém que provavelmente é muito menos equilibrado que você. É o erro de esperar que as pessoas lhe retribuam com a mesma consideração e respeito que você naturalmente lhes concede. Elas não o farão. Em vez disso, os satanistas devem esforçar-se para aplicar o ditado: “Faça aos outros o que eles lhes fizerem”. É trabalhoso para a maioria e requer constante vigilância, para não incorrer na confortável ilusão de que todos são como você. Como já foi dito, certas utopias seriam ideais em uma nação de filósofos, mas infelizmente (ou talvez, felizmente de um ponto de vista maquiavélico) estamos longe desse ponto.

4. Autoengano – Faz parte das Nove Declarações Satânicas, mas merece ser repetido aqui. Outro pecado capital. Não se deve venerar nenhuma das vacas sagradas que nos apresentem, incluindo nisso os papéis que se espera que desempenhemos. O autoengano só é bem vindo quando for divertido e consciente. Só que, então, não será autoengano.

5. Conformismo de Rebanho – Um pecado obvio do ponto de vista satânico. É aceitável conformar-se aos desejos de outrem, desde que, no fundo, isso o beneficie. Mas só os tolos seguem o rebanho, permitindo que uma entidade impessoal lhes diga o que fazer. A chave é escolher um mestre criteriosamente, em vez de ser subjugado pelos caprichos de muitos.

6. Falta de Perspectiva – Outro pecado que pode causar muito sofrimento a um satanista. Nunca esqueça quem e o que você é e que ameaça pode ser só pelo fato de existir. Estamos fazendo historia agora, a cada dia. Sempre mantenha a visão histórica e social mais ampla em mente. Essa é uma importante chave tanto para a Magia superior quanto para a inferior. Observe os padrões e encaixe peças de acordo com a sua vontade. Não se deixe levar pelas restrições do rebanho – saiba que está trabalhando em um nível completamente diferente do resto do mundo.

7. Esquecimento e Ortodoxias Passadas – Note que essa é uma das chaves para a lavagem cerebral das pessoas, fazendo-as aceitar como novo e diferente algo que, no passado, teve ampla aceitação, mas agora é apresentado em nova embalagem. Espera-se que nos empolguemos com o gênio do criador e nos esqueçamos do original. Isso leva a uma sociedade descartável.

8. Orgulho Contraproducente – Essa segunda palavra é importante. Orgulho é ótimo até o momento em que se passa a jogar o bebê junto com a água da banheira. A regra do Satanismo é: se isso funciona para você, ótimo. Mas, se deixar de funcionar, você for encurralado e a única saída for dizer: “Desculpe, eu me enganei, gostaria que pudéssemos chegar a um acordo”, faça-o então.

9. Falta de estética – Essa é a aplicação física do fator equilíbrio. A estética é importante na Magia inferior e deve ser cultivada. É óbvio que, na maioria das vezes, ninguém consegue ganhar dinheiro algum fora dos padrões clássicos da beleza e da forma, e, assim, em uma sociedade consumista, as pessoas são desencorajadas nesse sentido, porem uma sensibilidade para a beleza, para o equilíbrio, é uma ferramenta satânica essencial e deve ser aplicada para se obter uma maior eficiência mágica. Não se trata do que se espera que seja agradável – mas do que é. A estética é algo pessoal, o reflexo da própria natureza de cada um, mas existem configurações universalmente agradáveis e harmoniosas que não devem ser negadas.

Por: Anton Szandor LaVey